Não é uma doutrina, e não é uma igreja que tenha gerado outras: é um NOME usado no Brasil para agrupar as tradições protestantes mais antigas — luterana, anglicana, reformada, congregacional, batista e metodista — em contraste com as pentecostais, que chegaram depois. Cada uma dessas tradições tem origem própria, em país e século próprios, e nenhuma delas nasceu deste agrupamento.
Chamadas de históricas por distinção às que surgem nos séculos XIX e XX.
Todas partilham a autoridade da Escritura e a justificação pela fé. Divergem entre si em governo da igreja, forma do batismo e liturgia.
Em geral sóbrio e ordenado, com pregação expositiva no centro e forte uso de hinário.
Nada, e é justamente esse o ponto: não é um passo da história, é um rótulo dado muito depois. Quem mudou alguma coisa foram as tradições que este nome reúne, cada uma no seu tempo.
Cada uma dessas tradições tem os seus, e eles variam muito. O que as aproxima é a pregação no centro do culto e o hinário na mão da congregação.
Não há restrição alimentar de doutrina em nenhuma dessas tradições.
A Bíblia aberta e o púlpito no centro do templo, no lugar onde outras tradições põem o altar.
O canto congregacional é marca comum: quem canta é o povo, não só um grupo à frente.
Domingo, quase sempre com escola dominical antes do culto.
Costume não é doutrina. O que está aqui varia de congregação para congregação, de região para região e de geração para geração — e muita coisa que já foi regra hoje é escolha de cada comunidade.
O "histórico" do nome serve para distinguir essas igrejas das ondas que vieram depois. São as tradições que descendem diretamente do século XVI, e a maioria delas chegou ao Brasil no século XIX.
As mesmas coisas têm nomes diferentes em cada tradição. Saber o nome certo é o primeiro passo para entender de dentro.
O nome nasceu no Brasil, no século XX, para separar as igrejas vindas das missões do século XIX daquelas surgidas do pentecostalismo. Não existia em 1517 e ninguém na Reforma se chamava assim. Por isso ele aparece nesta árvore como ETIQUETA e não como galho: usar um rótulo de quatrocentos anos depois como pai das tradições do século XVI seria inverter a história. Há quem prefira dizer "igrejas históricas" ou "protestantismo de missão" — as três expressões apontam para o mesmo grupo.
Protestantismo histórico é etiqueta, não é uma igreja nem uma confissão de fé. É uma expressão brasileira, usada para separar as igrejas mais antigas das que surgem no século XX — e nem todas as igrejas que cabem aqui usam esse nome para si mesmas. Três ressalvas concretas. Metodistas nascem no século XVIII, dentro do anglicanismo, e não na Reforma do século XVI. Há batistas que não se descrevem como protestantes, por entender que sua origem não passa por Roma nem por Lutero — é a chamada sucessão batista, e a página batista traz essa ressalva. Do lado anglicano acontece parecido: a ala anglo-católica também não se reconhece como protestante. E as chegadas ao Brasil foram diferentes: luteranos vieram por imigração, presbiterianos e metodistas por missão, e os batistas entraram pelas duas portas — primeiro com imigrantes americanos, em 1871, depois pelas missões. Se a igreja se classifica de outro jeito, vale o que ela diz.
Isto é exemplo, para você se localizar — não é o assunto da página. O site fala de doutrina, não de igreja.