Classificar igreja é assunto sensível. Muita comunidade não se reconhece no rótulo que a gente dá — e a árvore da fé multiplica esse risco, porque ali não estamos só categorizando: estamos afirmando de onde a fé de alguém veio.
Documentos das próprias denominações, obras de referência em história do cristianismo e o que a igreja declara sobre si. Quando as fontes divergem, vale o que a igreja diz de si mesma.
Não é ranking, não é julgamento de ortodoxia e não é concordância doutrinária. É descendência histórica — e dizemos isso em toda página, em vez de deixar subentendido.
A igreja que se cadastrar escolhe a própria classificação, e essa escolha vence a nossa. Toda página de doutrina e todo galho da árvore têm “sugerir correção”, com fila de moderação.
A imagem não é invenção nossa. Em Romanos 11, Paulo descreve uma oliveira em que ramos de fora foram enxertados, e avisa o enxertado: “não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.” Ele pergunta se Deus rejeitou o próprio povo e responde ele mesmo: “de modo nenhum.”
Se o apóstolo que mais escreveu no Novo Testamento desenha uma árvore para dizer que a raiz não foi trocada, o formato deste site deixa de ser escolha estética. O judaísmo está na base da árvore por ser a raiz — não porque exista para isso.
De dentro da tradição, nunca de cima dela. Quem abre o judaísmo vê o mundo judaico; quem abre o pentecostalismo vê o mundo pentecostal — o culto, o costume, de onde vem o hábito, o embasamento bíblico, com a visão daquela tradição.
Quando o assunto é duro, o teste é um só: é fato que a própria tradição reconhece sobre si? Então entra. É acusação vinda de fora? Não entra ali. E confissão de fé alheia nunca entra como descrição — dizer que Jesus era judeu da Galileia é história; dizer que ele é o Messias, na página do judaísmo, seria pregação.