A metade ocidental do cristianismo depois do Cisma, sob a autoridade do bispo de Roma. É por dentro dela que a Europa ocidental vive a fé por quinhentos anos — e é de dentro dela que a Reforma vai nascer.
Católica vem do grego katholikos, "universal".
Escritura e Tradição como fontes, sete sacramentos, e o papa como sucessor de Pedro e princípio de unidade. Três momentos definem a Igreja moderna: o Concílio de Trento, entre 1545 e 1563, que responde à Reforma e fixa a doutrina; o Vaticano I, em 1870, que define a infalibilidade papal em matéria de fé, dentro de limites estreitos; e o Vaticano II, entre 1962 e 1965, que reabre a Igreja ao mundo e põe a missa na língua de cada povo.
A missa como centro, com a Eucaristia. Ano litúrgico, sacramentos e devoções.
Consolidou a autoridade do bispo de Roma sobre o Ocidente — o ponto que a Reforma viria a contestar.
Sinal da cruz, genuflexão diante do sacrário, água benta na entrada. A devoção pessoal com o terço é muito difundida, embora não seja obrigatória.
Abstinência de carne nas sextas-feiras da Quaresma e na Sexta-feira Santa, com jejum na Quarta-feira de Cinzas. Antes da comunhão, uma hora sem comer. O peixe na sexta-feira nasce desse costume.
Crucifixo, terço, velas, água benta, imagens de santos.
O canto gregoriano é o canto próprio da tradição latina. O órgão é o instrumento clássico, mas hoje convive com muitos outros.
O ano litúrgico organiza tudo: Advento, Natal, Quaresma, Páscoa e Pentecostes. A missa de domingo é preceito.
Costume não é doutrina. O que está aqui varia de congregação para congregação, de região para região e de geração para geração — e muita coisa que já foi regra hoje é escolha de cada comunidade.
A missa foi rezada em latim no mundo inteiro até os anos 1960. Só depois do Concílio Vaticano II ela passou a ser celebrada na língua de cada povo.
As mesmas coisas têm nomes diferentes em cada tradição. Saber o nome certo é o primeiro passo para entender de dentro.
Na leitura histórica majoritária, as tradições evangélicas brasileiras passam por aqui na sua linha — e há tradições que discordam, com a ressalva delas na página de cada uma. Isso é história, não julgamento: dizer que a fé passou por Roma não é dizer que uma está certa e a outra errada. E, como no caso oriental, a Igreja Católica não se considera fundada em 1054 — entende-se como a continuação da igreja dos apóstolos.
Isto não é uma lista de igrejas diferentes. A Igreja Católica é uma só, em comunhão com o bispo de Roma, e o que a lista mostra são ritos — modos próprios de celebrar, com liturgia, calendário e clero próprios, tudo dentro da mesma Igreja. São vinte e quatro igrejas de rito próprio ao todo: a latina e vinte e três orientais. No Brasil a imensa maioria dos católicos é da Igreja Latina, e maronitas, melquitas e ucranianos têm eparquias próprias por causa da imigração.
Nessas Igrejas orientais, homens casados podem ser ordenados padres — não é dispensa nem exceção, é a disciplina antiga delas. Quem já é padre não se casa depois, e bispo é sempre celibatário. Na diáspora, incluído o Brasil, Roma proibiu clero casado de 1929 até 2014. Na Igreja Latina o celibato continua sendo a regra.
Existe também uma Igreja Armênia Católica. A Igreja Apostólica Armênia, parecida no nome, é de outra família e tem página própria aqui.
Isto é exemplo, para você se localizar — não é o assunto da página. O site fala de doutrina, não de igreja.