A metade oriental do cristianismo depois do Cisma. Governa-se por patriarcas em comunhão entre si, sem uma autoridade central única, e guarda com forte apego a liturgia e a doutrina dos primeiros concílios.
Ortodoxo quer dizer "reta doutrina", ou "reta glória" — o louvor correto.
Os sete concílios ecumênicos, a Trindade sem o filioque, e a compreensão da salvação como participação na vida divina.
Liturgia longa e cantada, ícones, incenso, forte senso de mistério. A Divina Liturgia é o centro da vida da comunidade.
Manteve a estrutura conciliar antiga, sem centralizar a autoridade numa única sé.
O sinal da cruz é feito da direita para a esquerda, ao contrário do ocidente. Beija-se o ícone ao entrar. Em muitas igrejas a liturgia inteira é acompanhada de pé, sem bancos.
Os jejuns são longos e frequentes: na Grande Quaresma, muitos se abstêm de carne, laticínios, ovos e peixe, e em certos dias também de azeite e vinho. Somados, os períodos de jejum ocupam boa parte do ano.
Os ícones e a iconóstase — a parede de imagens que separa o altar —, o incenso e as velas.
Na tradição bizantina e na russa, a liturgia é cantada a cappella: vozes humanas, sem nenhum instrumento.
Boa parte das igrejas ortodoxas segue o calendário juliano, e por isso celebra o Natal em 7 de janeiro.
Costume não é doutrina. O que está aqui varia de congregação para congregação, de região para região e de geração para geração — e muita coisa que já foi regra hoje é escolha de cada comunidade.
A Divina Liturgia usada até hoje é atribuída a João Crisóstomo, do século IV — e o texto mudou pouquíssimo em mil e seiscentos anos.
As mesmas coisas têm nomes diferentes em cada tradição. Saber o nome certo é o primeiro passo para entender de dentro.
Nesta árvore o ramo oriental aparece porque faz parte da história do cristianismo. As tradições evangélicas brasileiras não descem dele — descem do lado ocidental. Duas observações importam: primeira, a Igreja Ortodoxa não se considera fundada em 1054, e sim a continuação da igreja antiga; 1054 é a data da ruptura, não do nascimento. Segunda, atenção ao nome: esta página trata da ortodoxia grega, russa e dos demais patriarcados que aceitaram o Concílio de Calcedônia. As "Igrejas Ortodoxas Orientais", no plural — copta, armênia, etíope e siríaca —, são outra família, separada desde 451, e têm página própria.
Não existe um papa ortodoxo. São igrejas que se governam sozinhas, e o Patriarca de Constantinopla tem a primazia de honra entre elas. O que essa primazia implica na prática é discussão dentro da própria ortodoxia, e as igrejas não respondem igual — a lista acima segue a ordem de honra que elas mesmas usam.
Desde 2018 há ruptura de comunhão entre Moscou e Constantinopla por causa da Ucrânia: a lista traz as igrejas historicamente reconhecidas entre si, e não uma fotografia de quem hoje concelebra.
As Igrejas Ortodoxas Orientais — copta, armênia, siríaca, etíope — são outra família, separada desde 451, e têm página própria aqui. Existem ainda no Brasil grupos que usam o nome ortodoxo sem vínculo com nenhuma dessas igrejas; o site não julga a fé deles, apenas diz qual foi o critério desta lista.
A comunidade antioquina, trazida pela imigração síria e libanesa, é a de presença mais antiga e visível no país, ao lado da grega, da russa e da ucraniana.
Isto é exemplo, para você se localizar — não é o assunto da página. O site fala de doutrina, não de igreja.