O ano novo. Toca-se o shofar cem vezes. Não é comemoração: é o dia do juízo, e abre dez dias de acerto de contas.
O Dia da Expiação. Vinte e cinco horas de jejum completo, sem comida e sem água.
Sete dias numa cabana de telhado aberto, por onde se veem as estrelas. Lembra os quarenta anos no deserto. Chamada de "o tempo da nossa alegria".
Lê-se o último versículo do Deuteronômio e, na mesma hora, recomeça-se o Gênesis. A leitura nunca acaba — e se dança com os rolos no colo.