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1Assim diz o SENHOR: Eis que eu levanto um vento destruidor contra a Babilônia, e contra os moradores de Lebe-Camai.
2E enviarei padejadores à Babilônia, que a padejarão, e esvaziarão sua terra; porque virão contra ela por todos os lados no dia da calamidade.
3Que o flecheiro não arme o seu arco, nem deixes que ponham sua couraça; não poupeis a seus rapazes, destruí todo o seu exército.
4E os mortos cairão na terra dos caldeus, e os perfurados em suas ruas.
5Porque Israel e Judá não foram abandonados por seu Deus, o SENHOR dos exércitos, ainda que sua terra foi cheia de pecado contra o Santo de Israel.
6Fugi do meio de Babilônia, e livrai cada um sua alma; não pereçais por causa de sua maldade; pois é tempo de vingança do SENHOR, em que ele lhe dará o pagamento dela.
7A Babilônia era um copo de ouro na mão do SENHOR, que embriagava toda a terra; de seu vinho beberam as nações; por isso as nações se enlouqueceram.
8Repentinamente Babilônia caiu, e se despedaçou: uivai por ela; tomai bálsamo para sua dor, talvez sare.
9Sararíamos Babilônia, porém ela não se sarou; deixai-a, e vamo-nos cada um a sua terra; pois seu julgamento chegou até o céu, e subiu até as nuvens.
10O SENHOR trouxe à luz nossas justiças; vinde, e contemos em Sião a obra do SENHOR nosso Deus.
11Limpai as flechas, preparai os escudos; o SENHOR levantou o espírito dos reis da Média; pois seu pensamento é contra Babilônia para destruí-la; pois esta é vingança do SENHOR, a vingança de seu templo.
12Levantai bandeira sobre os muros da Babilônia, reforçai a guarda, ponde vigilantes, preparai ciladas; pois assim o SENHOR tanto planejou como fez o que disse sobre os moradores de Babilônia.
13Tu que habitas sobre muitas águas, rica em tesouros, chegou o teu fim, o limite de tua ganância.
14O SENHOR dos exércitos jurou por si mesmo, dizendo : Eu te encherei de homens como de gafanhotos, que darão gritos de guerra contra ti.
15Ele é o que fez a terra com sua força, o que estabeleceu o mundo com sua sabedoria, e estendeu os céus com seu entendimento;
16Quando ele dá sua voz, há um grande estrondo de águas no céu, e faz subir as nuvens desde os confins da terra; ele faz os relâmpagos com a chuva, e tira o vento de seus tesouros.
17Todo homem tem se tornado bruto, e sem conhecimento; envergonha-se todo artífice da imagem de escultura, porque sua imagem de fundição é mentira, e não há espírito nelas.
18Elas são inúteis, obra de enganos; no tempo de seu castigo perecerão.
19A porção de Jacó não é como eles; pois ele é o Formador de tudo; e Israel é a vara de sua herança; EU-SOU dos exércitos é o seu nome.
20Tu és para mim um martelo, e armas de guerra; contigo despedaçarei nações, e contigo destruirei reinos;
21Contigo despedaçarei o cavalo e seus cavaleiro, contigo despedaçarei a carruagem, e os que nela sobem;
22Contigo despedaçarei o homem e a mulher, contigo despedaçarei o velho e o jovem, contigo despedaçarei o rapaz e a moça;
23Contigo despedaçarei o pastor e seu rebanho; contigo despedaçarei o lavrador e suas juntas de bois ; e contigo despedaçarei governadores e príncipes.
24Mas retribuirei à Babilônia e a todos os moradores da Caldeia todo a sua maldade, que fizeram em Sião diante de vossos olhos,diz o SENHOR.
25Eis que eu sou contra ti, ó monte destruidor, que destróis toda a terra,diz o SENHOR, e estenderei minha mão contra ti, e te farei rolar das rochas, e te tonarei um monte queimado.
26E não tomarão de ti pedra para esquina, nem pedra para fundamentos; porque te tornarás em assolações perpétuas,diz o SENHOR.
27Levantai bandeira na terra, tocai trombeta entre as nações, preparai nações contra ela; convocai contra ela os reinos de Ararate, Mini, e Asquenaz; ordenai contra ela capitães, fazei subir cavalos como gafanhotos eriçados.
28Preparai contra ela as nações; os reis da Média, seus capitães, e todos seus chefes, e também toda a terra em que eles governam.
29Então a terra tremerá, e se afligirá; porque todos os pensamentos do SENHOR estão firmes contra a Babilônia, para tornar a terra de Babilônia em desolação, de modo que não haja morador nela .
30Os guerreiros de Babilônia pararam de lutar, ficaram-se nas fortalezas; faltou-lhes sua força, tornaram-se como mulheres; incendiaram-se suas casas, quebraram-se seus ferrolhos.
31Corredor se encontrará com corredor, mensageiro se encontrará com mensageiro, para anunciar ao rei de Babilônia que sua cidade é tomada por todas os lados;
32E os vaus foram tomados, os canaviais foram queimados a fogo, e os homens de guerra foram assombrados.
33Pois assim diz o SENHOR dos exércitos, Deus de Israel: A filha de Babilônia é como uma eira; já é tempo de trilhá-la; daqui a pouco lhe virá o tempo da ceifa.
34Comeu-me, esmagou-me Nabucodonosor rei de Babilônia; tornou-me como um vaso vazio, tragou-me como um chacal, seu ventre se encheu do que eu tinha de melhor, e me lançou fora.
35A violência feita contra mim e minha carne venha sobre a Babilônia, dirá a moradora de Sião; e meu sangue sobre os moradores da Caldeia, dirá Jerusalém.
36Portanto assim diz o SENHOR: Eis que eu defenderei a tua causa, e vingarei por ti; secarei seu mar, e farei que seu manancial fique seco.
37E Babilônia se tornará em amontoados, em morada de chacais, espanto e assovio, sem morador algum.
38Juntamente rugirão como leões; como filhotes de leões bramarão.
39Quando estiverem esquentados, eu lhes porei seus banquetes, e farei com que se embriaguem, para que se alegrem, e durmam um sono eterno, e não despertem,diz o SENHOR.
40Eu os levarei abaixo como cordeiros ao matadouro, como carneiros e bodes.
41Como foi capturada Sesaque, e tomada a que era o louvor de toda a terra! Como Babilônia se tornou em espanto entre as nações!
42O mar subiu sobre a Babilônia; pela multidão de suas ondas foi coberta.
43Suas cidades se tornaram desoladas, uma terra seca e deserta, terra que ninguém habita, nem filho de homem passa por ela.
44E punirei a Bel na Babilônia, e tirarei de sua boca o que tragou; e nunca mais as nações virão a ele; e o muro da Babilônia cairá.
45Saí do meio dela, ó povo meu, e livrai cada um sua alma do ardor da ira do SENHOR.
46E para que vosso coração não perca as forças, e tenhais medo por causa das notícias que forem ouvidas pela terra; pois em um ano virá notícias, e depois em outro ano mais notícias; e haverá violência na terra, dominador sobre dominador.
47Portanto eis que vêm dias em que punirei as imagens de escultura da Babilônia, e toda a sua terra será envergonhada, e todos seus mortos cairão no meio dela.
48E os céus, a terra, e tudo quanto neles há, cantarão vitória sobre a Babilônia; porque do norte virão destruidores contra ela,diz o SENHOR.
49Pois Babilônia cairá por causa dos mortos de Israel, assim como por causa da Babilônia caíram mortos de toda a terra.
50Vós que escapastes do espada, ide embora, não pareis; lembrai-vos do SENHOR até longe, e Jerusalém venha à vossa mente.
51Direis, porém : Estamos envergonhados, porque ouvimos a humilhação; a vergonha cobriu nossos rostos, porque vieram estrangeiros contra os santuários da casa do SENHOR.
52Portanto eis que vêm dias,diz o SENHOR, em que punirei suas imagens de escultura, e em toda a sua terra gemerão os feridos.
53Mesmo se a Babilônia subisse ao céu e se fortificasse no alto seu poder, ainda assim de mim virão destruidores contra ela,diz o SENHOR.
54Ouve-se som de gritos da Babilônia, e grande quebrantamento da terra dos caldeus!
55Pois o SENHOR destrói a Babilônia, e eliminará dela seu grande ruído; e suas ondas bramarão, como muitas águas será o ruído da voz deles:
56Pois o destruidor vem contra ela, contra Babilônia; seus guerreiros serão presos, o arco deles será quebrado; porque o SENHOR, Deus de retribuições, certamente dará a pagamento.
57E embriagarei a seus príncipes e seus sábios, a seus governadores, seus chefes e seus guerreiros; e dormirão sonho perpétuo, e não despertarão, diz o Rei, cujo nome é EU-SOU dos exércitos.
58Assim diz o SENHOR dos exércitos: Os largos muros da Babilônia serão derrubado por completo, e suas altas portas serão incendiadas a fogo; os povos trabalharão para nada, as nações para o fogo, e se cansarão.
59Palavra que o profeta Jeremias enviou a Seraías, filho de Nerias, filho de Maasias, quando ele foi com Zedequias rei de Judá para a Babilônia, no quarto ano de seu reinado. E Seraías era o camareiro-chefe.
60Escreveu, pois, Jeremias em um livro todo o mal que viria sobre a Babilônia, todas estas palavras que estavam escritas contra a Babilônia.
61E Jeremias disse a Seraías: Quando chegares à Babilônia, tu deves ler e dizer todas estas palavras,
62Então dirás: Ó SENHOR, tu falaste sobre este lugar, que o cortarias fora, até não ficar nele morador, nem homem nem animal, e que se tornaria em desolação perpétua.
63E será que, quando acabares de ler este livro, tu o atarás a uma pedra, e o lançarás no meio do Eufrates,
64E dirás: Assim Babilônia será afundada, e não se levantará da calamidade que eu trago sobre ela; e se cansarão. Até aqui são as palavras de Jeremias.
1Assim diz o Senhor: “Vejam! Mandarei o vento da destruição soprar sobre a Babilônia e sobre toda a terra da Babilônia.
2Mandarei inimigos contra a Babilônia. Eles passarão a terra dos babilônios pela peneira, como se faz com o trigo. A Babilônia será a palha que o vento da destruição levará para longe. Será cercada pelos soldados inimigos,
3e as flechas adversárias matarão os arqueiros e soldados da Babilônia, furando suas armaduras. Ninguém escapará com vida; jovens e adultos, todo o seu exército será destruído.
4Os defensores da Babilônia cairão mortos nas ruas da cidade, ficarão espalhados no solo de sua terra os soldados babilônios.
5Israel e Judá não foram abandonados como viúvas pelo seu Deus, o Senhor Todo-poderoso, mas a terra dos babilônios está cheia de culpa diante do Santo de Israel.
6“Fujam da Babilônia para salvar a vida! Não fiquem dentro da cidade, pois aí serão castigados pelos pecados que a Babilônia cometeu! Chegou o tempo da vingança do Senhor; ele dará à Babilônia o castigo merecido.
7A Babilônia foi como uma taça de ouro nas mãos do Senhor. Nela, as nações beberam o vinho da ira de Deus e foram destruídas.
8Mas agora, de repente, chegou a vez de a Babilônia ficar arruinada. Chorem por ela, procurem remédios para curar suas feridas; talvez ela ainda possa ser curada.
9“ ‘Bem que tentamos curar a Babilônia, mas não houve cura para sua doença! Estrangeiros, saiam dessa cidade; fujam, cada um para seu próprio país! Os crimes da Babilônia são tão grandes que o castigo de Deus vai cair do céu sobre ela; eleva-se tão alto quanto as nuvens.
10“ ‘O Senhor está vingando o nosso sofrimento, está fazendo justiça! Venham a Jerusalém, anunciemos o que o Senhor, o nosso Deus, fez!’
11“Afiem as pontas das flechas! Preparem os escudos! O Senhor colocou no coração dos reis dos medos um forte desejo de atacar a Babilônia; eles desejam destruir a cidade. Assim o Senhor vai executar a sua vingança pela destruição do seu templo.
12Coloquem no topo do mastro a bandeira que indica o ataque à Babilônia! Coloquem sentinelas, reforcem a guarda; preparem emboscadas e não deixem ninguém sair da cidade! O Senhor realizou tudo o que tinha prometido a respeito da Babilônia.
13Você, Babilônia, cortada por rios e canais, cidade de grande comércio, cheia de tesouros, saiba que chegou a hora do seu castigo, o resultado da sua sede de riqueza!
14O Senhor Todo-poderoso jurou por si mesmo e disse: a Babilônia será invadida pelos soldados inimigos! Eles encherão a cidade como os gafanhotos invadem um campo! Gritarão de alegria pela vitória, como os homens gritam ao pisar as uvas no tanque de fazer vinho.
15“Deus criou a terra pelo seu poder; firmou o mundo com a sua sabedoria. Com a sua inteligência ele estendeu o céu.
16Ao som do trovão no céu, as chuvas caem. As águas sobem da terra em forma de vapor; ele cria os relâmpagos para as grandes tempestades e tira o vento dos seus depósitos.
17“O homem, ao contrário, não tem sabedoria alguma; ele é um tolo. Quem faz ídolos para adorar, acabará sendo envergonhado porque suas imagens não têm vida, não passam de uma ilusão! Elas não têm fôlego de vida.
18Os ídolos são inúteis, são objetos de zombaria! Deus, na hora certa, vai destruir cada um deles.
19Mas o Deus de Israel não é igual aos ídolos! Ele é o criador de todas as coisas; ele escolheu Israel para ser o seu povo. O nome do nosso Deus é Senhor Todo-poderoso.
20“Você, Babilônia, foi o meu martelo e a minha espada. Com você, eu quebrei nações em pedaços e destruí muitos reinos.
21Usei você para partir em pedaços o cavalo e seu cavaleiro, os carros de guerra e seus condutores;
22você foi usada para destruir o povo comum, o velho, o homem, a mulher, o rapaz e a moça;
23usei você para destruir pastores e rebanhos, o lavrador e o boi que puxava o arado, autoridades e governadores.
24“Mas agora chegou a hora de você pagar por todos os pecados e maldades que cometeu em Sião, contra o meu povo. Todos os moradores de seu país pagarão pelos seus crimes”, diz o Senhor.
25“Eu sou seu inimigo, reino destruidor de nações!”, diz o Senhor. “Estenderei a minha mão contra você e a arrancarei dos seus alicerces; farei de você um reino destruído pelo fogo.
26Depois do meu castigo, as grandes pedras com que você foi construída ficarão tão quebradas que não servirão para construir uma pequena casa. Você será transformada num eterno monte de ruínas”, diz o Senhor.
27“Façam sinal para todos os povos da terra! Toquem a trombeta para reunir os exércitos das nações que vão atacar a Babilônia. Chamem para entrar na guerra os reinos de Ararate, Mini e Asquenaz. Escolham um comandante para comandar os batalhões! Tragam milhares de cavalos para os carros e a cavalaria, como um enxame de gafanhotos.
28Reúnam contra ela os exércitos dos reis da Média com seus governadores! Venham as pequenas nações com seus governadores e oficiais, indicados pelo rei da Média!
29A terra treme e se agita de dor, porque os planos do Senhor contra a Babilônia continuam inalterados. A Babilônia será destruída e se transformará num lugar deserto, onde nunca mais viverá homem algum!
30Os soldados mais valentes da Babilônia abandonaram a luta e se esconderam nas fortalezas. Perderam a coragem, estão fracos e medrosos como mulheres. Os inimigos arrombaram os portões da cidade e incendiaram as casas.
31De toda parte, mensageiros correm velozmente para anunciar ao rei que a Babilônia, a capital do seu império, está completamente dominada pelo inimigo.
32Eles avisam que é impossível fugir pelos canais mais rasos do rio Eufrates, porque foram tomados pelo inimigo. As fortalezas que defendem a cidade estão em chamas; os soldados fogem de suas posições, apavorados”.
33Assim diz o Senhor Todo-poderoso, o Deus de Israel: “O que estou fazendo agora com a Babilônia é apenas preparar um terreiro plano para separar o trigo da palha. Em breve essa separação será iniciada, quando chegar o tempo da colheita”.
34Os judeus, escravos na Babilônia, reclamam dizendo: “Nabucodonosor, rei da Babilônia, nos devorou, nos esmagou e nos deixou sem forças. Ele nos engoliu como um monstro, matou sua fome com as nossas riquezas e então nos vomitou.
35Tomara que as maldades que a Babilônia fez a Judá sejam devolvidas uma por uma! Tomara que o sangue dos judeus mortos seja vingado com o sangue dos moradores da Babilônia”, diz Jerusalém.
36Por isso, assim diz o Senhor: “Vejam, eu cuidarei do seu caso; eu serei o seu advogado e vingarei o sofrimento pelo qual vocês passaram. Secarei o rio Eufrates, deixarei vazias as fontes de água
37e transformarei a Babilônia num montão de ruínas. Ela servirá apenas para tocas de chacais; será motivo de pavor e zombaria em toda parte; ficará abandonada para sempre.
38Quando se reúnem para grandes festas e bebem demais, os babilônios são fortes e valentes como leões.
39Quando estiverem entusiasmados de tanto vinho, prepararei para eles outro tipo de festa. Eles beberão o vinho do meu julgamento, até caírem em um sono eterno do qual nunca acordarão”, diz o Senhor.
40“Eu os levarei para o matadouro, como carneiros e bodes.
41“Sesaque, a grande cidade, o orgulho da terra, vai ser conquistada e destruída de surpresa! Como isso acontecerá à Babilônia? O mundo mal pode acreditar na queda da Babilônia.
42O mar invadiu a Babilônia; a cidade foi coberta pelas ondas agitadas.
43Todas as cidades dos babilônios foram destruídas, ficaram vazias e desertas, sem um único morador. Nem mesmo os viajantes passam por elas!
44Castigarei a Bel, o deus da Babilônia; arrancarei de sua boca tudo o que devorou. Nunca mais outros povos virão à Babilônia para adorar esse falso deus. O muro da cidade cairá.
45“Meu povo, saia depressa da Babilônia! Vamos, fujam do calor da ira do Senhor!
46Não fiquem com medo quando ouvirem as primeiras notícias sobre a invasão. Surgirão boatos num ano, outros boatos no ano seguinte, e depois acontecerá uma série de lutas entre os governantes da Babilônia.
47Depois disso virão os dias em que castigarei as imagens esculpidas da Babilônia. Toda a terra dos babilônios sofrerá os horrores da guerra, e o povo da Babilônia ficará espalhado pelas ruas, mortos sem sepultura.
48Os céus e a terra vibrarão de alegria pela destruição da Babilônia! Os destruidores da grande cidade virão do Norte”, diz o Senhor.
49“Como os exércitos da Babilônia mataram milhares de israelitas em Jerusalém e Judá, assim os babilônios serão mortos aos milhares em seu país e na Babilônia, a capital.
50Fujam para bem longe, todos vocês que escaparam da destruição! Não parem nem olhem para trás! Lembrem-se de Jerusalém, lembrem-se do Senhor e voltem para sua própria terra!
51“Vocês dirão: ‘Estamos muito envergonhados! Ouvimos dizer que estrangeiros entraram no templo do Senhor! Agora ele já não é mais um lugar santo para o Senhor’.
52“É verdade, tudo isso aconteceu”, diz o Senhor. “Mas em breve eu castigarei as suas imagens esculpidas. Nas ruas da cidade vai se ouvir o gemido das pessoas feridas na guerra.
53A Babilônia poderia construir muros altos como o céu e edificar uma fortaleza ali; poderia tornar-se a mais poderosa nação do mundo; mesmo assim eu a destruiria”, diz o Senhor.
54“Ouçam! Escutem os gritos que vêm da Babilônia; escutem o barulho de destruição que vem da terra dos babilônios!
55O Senhor está destruindo a Babilônia! A sua poderosa voz some em meio ao barulho da invasão inimiga, que cobre a terra dos babilônios como as grandes ondas do mar.
56Grandes exércitos marcham contra a Babilônia. Os soldados babilônios são presos, suas armas são destruídas. Chegou o tempo da vingança do Senhor, do justo castigo para a Babilônia.
57Deixarei os príncipes, os sábios, as autoridades, os governadores, os capitães e os soldados completamente bêbados com o vinho do meu julgamento. Todos eles cairão em sono eterno para nunca mais acordar!”, afirma o Rei, cujo nome é Senhor Todo-poderoso.
58Assim diz o Senhor: “Os largos muros que cercam a Babilônia serão derrubados até chegarem ao nível do chão; os grandes portões serão completamente queimados. Os trabalhadores escravos, vindos de muitas nações, trabalharam em vão! O resultado de seu esforço será destruído pelo fogo!”
59No quarto ano de Zedequias, rei de Judá, Jeremias mandou esta mensagem a Seraías, filho de Nerias e neto de Maaseias. Seraías era o chefe de uma caravana que o rei Zedequias tinha mandado à Babilônia.
60Jeremias escreveu num rolo todas as desgraças que o Senhor fará contra a Babilônia, todas as profecias anteriores,
61e entregou o rolo a Seraías, com a seguinte ordem: “Quando chegar à Babilônia, leia em público tudo o que eu escrevi;
62e depois diga: ‘Ó Deus! O Senhor prometeu destruir este lugar; prometeu deixar a Babilônia sem um único habitante, nem mesmo um simples animal; prometeu transformar esta terra num lugar vazio e deserto’.
63Então, quando terminar de ler, amarre o rolo a uma pedra, jogue tudo no rio Eufrates
64e diga: ‘Assim afundará a Babilônia e nunca mais levantará, por causa do castigo terrível que eu vou trazer contra ela. E o seu povo cairá’ ”. Aqui terminam as mensagens de Jeremias.
⚠ Esta tradução está em revisão, segundo a própria fonte.
1O SENHOR diz: “Eis que levantarei contra a Babilônia, e contra os que habitam em Lebe-Camai, um vento destruidor.
2Enviarei à Babilônia estrangeiros, que a joeirarão. Eles esvaziarão a sua terra; pois no dia da angústia estarão contra ela por todos os lados.
3Contra aquele que entesa o arco, que o arqueiro entese o seu arco, e também contra aquele que se levanta em sua armadura. Não poupem os seus jovens! Destruam totalmente todo o seu exército!
4Eles cairão mortos na terra dos caldeus, e traspassados nas suas ruas.
5Pois Israel não foi abandonado, nem Judá, pelo seu Deus, pelo SENHOR dos Exércitos; embora a terra deles esteja cheia de culpa contra o Santo de Israel.
6“Fujam do meio da Babilônia! Cada um salve a sua própria vida! Não sejam destruídos na iniquidade dela, pois é o tempo da vingança do SENHOR. Ele lhe dará a sua retribuição.
7A Babilônia tem sido um cálice de ouro na mão do SENHOR, que embriagou toda a terra. As nações beberam do seu vinho; por isso as nações enlouqueceram.
8A Babilônia caiu de repente e foi destruída! Lamentem por ela! Peguem bálsamo para a sua dor. Talvez ela possa ser curada.
9“Nós teríamos curado a Babilônia, mas ela não está curada. Abandonem-na, e vamos cada um para o seu próprio país; pois o seu julgamento chega até o céu, e se eleva até as nuvens.
10‘O SENHOR trouxe à luz a nossa justiça. Venham, e declaremos em Sião a obra do SENHOR, nosso Deus.’
11“Afiem as flechas! Segurem firmemente os escudos! O SENHOR despertou o espírito dos reis dos medos, porque o seu propósito é contra a Babilônia, para destruí-la; pois é a vingança do SENHOR, a vingança do seu templo.
12Levantem um estandarte contra as muralhas da Babilônia! Reforcem a guarda! Coloquem as sentinelas, e preparem as emboscadas; pois o SENHOR tanto planejou quanto fez aquilo que falou a respeito dos habitantes da Babilônia.
13Você que habita sobre muitas águas, rica em tesouros, o seu fim chegou, a medida da sua cobiça.
14O SENHOR dos Exércitos jurou por si mesmo, dizendo: ‘Certamente eu a encherei de homens, como de gafanhotos, e eles levantarão um grito de guerra contra você.’
15“Ele fez a terra pelo seu poder. Ele estabeleceu o mundo pela sua sabedoria. Pelo seu entendimento ele estendeu os céus.
16Quando ele faz soar a sua voz, há um estrondo de águas nos céus, e ele faz os vapores subirem dos confins da terra. Ele faz os relâmpagos para a chuva, e tira o vento dos seus tesouros.
17“Todo homem se tornou estúpido e sem conhecimento. Todo ourives é envergonhado pela sua imagem, pois as suas imagens de fundição são falsidade, e não há fôlego nelas.
18Elas são vaidade, uma obra de engano. No tempo do seu castigo, elas perecerão.
19A porção de Jacó não é como estas, pois ele formou todas as coisas, incluindo a tribo da sua herança. O SENHOR dos Exércitos é o seu nome.
20“Você é o meu machado de batalha e armas de guerra. Com você eu despedaçarei as nações. Com você eu destruirei reinos.
21Com você eu despedaçarei o cavalo e o seu cavaleiro.
22Com você eu despedaçarei o carro e aquele que nele anda. Com você eu despedaçarei homem e mulher. Com você eu despedaçarei o velho e o jovem. Com você eu despedaçarei o rapaz e a virgem.
23Com você eu despedaçarei o pastor e o seu rebanho. Com você eu despedaçarei o lavrador e a sua junta de bois. Com você eu despedaçarei governadores e magistrados.
24“Eu retribuirei à Babilônia e a todos os habitantes da Caldeia todo o mal que fizeram em Sião diante dos olhos de vocês”, diz o SENHOR.
25“Eis que sou contra você, ó monte destruidor”, diz o SENHOR, “que destrói toda a terra. Estenderei a minha mão sobre você, rolarei você das rochas, e farei de você um monte queimado.
26Não tirarão de você pedra angular, nem pedra para alicerces; mas você ficará desolada para sempre”, diz o SENHOR.
27“Levantem um estandarte na terra! Toquem a trombeta entre as nações! Preparem as nações contra ela! Convoquem contra ela os reinos de Ararate, Mini e Asquenaz! Nomeiem um comandante contra ela! Façam subir os cavalos como um enxame de gafanhotos!
28Preparem contra ela as nações, os reis dos medos, os seus governadores, e todos os seus magistrados, e toda a terra do seu domínio!
29A terra treme e está em dor; pois os propósitos do SENHOR contra a Babilônia estão de pé, para fazer da terra da Babilônia uma desolação, sem habitantes.
30Os valentes da Babilônia pararam de lutar, eles permanecem em suas fortalezas. A força deles falhou. Eles se tornaram como mulheres. As suas habitações foram incendiadas. As suas trancas foram quebradas.
31Um corredor correrá ao encontro de outro, e um mensageiro ao encontro de outro, para anunciar ao rei da Babilônia que a sua cidade foi tomada por todos os lados.
32Assim as passagens foram tomadas. Eles queimaram os juncos com fogo. Os homens de guerra estão apavorados.”
33Pois assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: “A filha da Babilônia é como uma eira no tempo em que é pisada. Ainda um pouco, e o tempo da colheita chegará para ela.”
34“Nabucodonosor, o rei da Babilônia, me devorou. Ele me esmagou. Ele fez de mim um vaso vazio. Ele me engoliu como um monstro. Ele encheu a sua boca com as minhas iguarias. Ele me expulsou.
35Que a violência feita a mim e à minha carne caia sobre a Babilônia!” dirá a habitante de Sião; e, “Que o meu sangue caia sobre os habitantes da Caldeia!” dirá Jerusalém.
36Portanto, assim diz o SENHOR: “Eis que defenderei a sua causa, e me vingarei por você. Secarei o seu mar, e farei secar a sua fonte.
37A Babilônia se tornará em montões de ruínas, uma habitação para chacais, um espanto, e um assobio, sem habitantes.
38Eles rugirão juntos como leões jovens. Eles rosnarão como filhotes de leão.
39Quando estiverem inflamados, prepararei o seu banquete, e os embriagarei, para que se alegrem, e durmam um sono perpétuo, e não acordem”, diz o SENHOR.
40“Eu os farei descer como cordeiros para o matadouro, como carneiros com bodes.
41“Como Sesaque foi tomada! Como o louvor de toda a terra foi capturado! Como a Babilônia se tornou uma desolação entre as nações!
42O mar subiu sobre a Babilônia. Ela está coberta com a multidão das suas ondas.
43As suas cidades se tornaram uma desolação, uma terra seca, e um deserto, uma terra em que nenhum homem habita. Nenhum filho do homem passa por ela.
44Executarei juízo sobre Bel na Babilônia, e tirarei da sua boca aquilo que ele engoliu. As nações não afluirão mais a ele. Sim, a muralha da Babilônia cairá.
45“Meu povo, saiam do meio dela, e cada um de vocês salve a si mesmo da ira ardente do SENHOR.
46Não deixem o seu coração desmaiar. Não temam pelas notícias que se ouvirão na terra. Pois as notícias virão em um ano, e depois disso, em outro ano, virão notícias, e violência na terra, governante contra governante.
47Portanto, eis que vêm os dias em que executarei juízo sobre as imagens esculpidas da Babilônia; e toda a sua terra será envergonhada. Todos os seus mortos cairão no meio dela.
48Então os céus e a terra, e tudo o que neles há, cantarão de alegria sobre a Babilônia; pois os destruidores virão a ela do norte”, diz o SENHOR.
49“Assim como a Babilônia fez cair os mortos de Israel, assim também os mortos de toda a terra cairão na Babilônia.
50Vocês que escaparam da espada, vão! Não fiquem parados! Lembrem-se do SENHOR de longe, e que Jerusalém venha à mente de vocês.”
51“Estamos envergonhados porque ouvimos insultos. A confusão cobriu os nossos rostos, pois estrangeiros entraram nos santuários da casa do SENHOR.”
52“Portanto, eis que vêm os dias”, diz o SENHOR, “em que executarei juízo sobre as suas imagens esculpidas; e por toda a sua terra os feridos gemerão.
53Ainda que a Babilônia subisse até o céu, e ainda que ela fortificasse a altura da sua força, ainda assim destruidores viriam a ela da minha parte”, diz o SENHOR.
54“O som de um clamor vem da Babilônia, e de grande destruição da terra dos caldeus!
55Pois o SENHOR devasta a Babilônia, e destrói do meio dela a grande voz! As suas ondas rugem como muitas águas. O estrondo da sua voz ressoa.
56Pois o destruidor veio sobre ela, sobre a Babilônia. Os seus valentes foram capturados. Os seus arcos foram despedaçados, pois o SENHOR é um Deus de retribuição. Ele certamente retribuirá.
57Eu embriagarei os seus príncipes, os seus sábios, os seus governadores, os seus magistrados, e os seus valentes. Eles dormirão um sono perpétuo, e não acordarão”, diz o Rei, cujo nome é o SENHOR dos Exércitos.
58O SENHOR dos Exércitos diz: “As largas muralhas da Babilônia serão totalmente derrubadas. As suas altas portas serão queimadas com fogo. Os povos trabalharão em vão, e as nações para o fogo; e eles se cansarão.”
59A palavra que o profeta Jeremias ordenou a Seraías, filho de Nerias, filho de Maaseias, quando ele foi com Zedequias, rei de Judá, à Babilônia, no quarto ano do seu reinado. Ora, Seraías era o chefe do acampamento.
60Jeremias escreveu em um livro todo o mal que deveria vir sobre a Babilônia, a saber, todas estas palavras que estão escritas a respeito da Babilônia.
61Jeremias disse a Seraías: “Quando você chegar à Babilônia, certifique-se de ler todas estas palavras,
62e diga: ‘Ó SENHOR, tu falaste a respeito deste lugar, para destruí-lo, de modo que ninguém habite nele, nem homem nem animal, mas que fique desolado para sempre.’
63E acontecerá que, quando você terminar de ler este livro, amarrará uma pedra a ele, e o lançará no meio do Eufrates.
64Então você dirá: ‘Assim a Babilônia afundará, e não se levantará mais, por causa do mal que trarei sobre ela; e eles se cansarão.’” Até aqui as palavras de Jeremias.
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